Por que minhas pétalas não pegam friso?

Olá amigas!

Estava dando uma olhadela nos comentários feitos no blog e encontrei uma dúvida que ocorre com frequência, na verdade, um problema comum. Uma de nossas amigas, apaixonadas por artesanato, está enfrentando problemas na hora de frisar suas folhas e pétalas de E.V.A. (Por que minhas pétalas não pegam friso?)

Vou listar aqui algumas das causas mais comuns. Claro que algumas vão parecer demasiadamente simples, obvias até, entretanto, já vi isso acontecer com muitas pessoas, inclusive pessoas mais experientes no ramo do artesanato com flores em E.V.A.

Espessura do E.V.A.

Aqui na Floart e em nossos cursos, principalmente no Curso de Flores em E.V.A., nós orientamos os alunos a utilizarem folhas de E.V.A. com espessuras entre 1 mm e 2 mm. Atente-se a outro ponto tão importante quanto a espessura, a maleabilidade do E.V.A.

Muitas marcas possuem folhas de E.V.A. com espessuras acima da que nós estamos recomendando, e que pegam frisos, por serem mais maleáveis, isso depende de diversos fatores que não temos como avaliar na hora da compra, logo, para não errar, remendamos espessuras que devem dar bons resultados no memento de frisar folhas e pétalas.

Então, não tome nossas recomendações como verdade absoluta, teste outras marcas se necessário, outras espessuras. Claro que muitas espessuras acima do que recomendamos vão pegar frisos, mas é certo que em seus testes você irá notar que deverá colocar muito mais força (pressão) no frisador e o resultado nem sempre é satisfatório, pois as folhas de E.V.A. mais grossas podem até pegar os frisos, mas vão perder detalhes que, em nosso ramo, faz toda a diferença.

Tipo de folha de E.V.A.

Além de atentar-se a espessura adequada e que pega friso com mais facilidade e riqueza de detalhes, é bom destacar que nem todos os tipos de E.V.A. disponíveis são adequados para o trabalho. Veja, o E.V.A. atoalhado, por exemplo, é em si um material texturizado, bem como E.V.A.s com outras tantas texturas, para pétalas ricas em detalhes e frisos, nem de longe estes são os E.V.A.s adequados.

Utilize folhas de E.V.A. lisas, o que não significa que você não possa inovar e ousar fazer com outros tipos de folhas, mas vamos nos atentar que este post quer destacar somente a produção de arranjos de E.V.A. com riqueza de detalhes, arranjos convencionais e ainda muito solicitados.

Aquecimento do E.V.A.

Aqui na Floart, não nos baseamos na temperatura para saber se o E.V.A. está no ponto certo para receber os frisos, em vez disso, utilizamos uma técnica simples que pode ser avaliada visualmente. Aquecemos o E.V.A. e, quando as pontas começarem a dobrar levemente, chegamos ao ponto adequado para o E.V.A. receber o friso.

Algumas de nossas amigas artesãs utilizam ferros de passar convencionais, os quais podem chegar a temperaturas de 200°. Outros artesãos e artesãs utilizam sopradores térmicos, que chegam a temperaturas de 500°, outros ainda utilizam potentes secadores de cabelo ou chapas de lanche. Clicando aqui você encontrará um vídeo ensinando uma técnica interessante de aquecer E.V.A. utilizando uma assadeira de lanches.

Como não há uma referência cientificamente comprovada de qual a temperatura é a correta a ser utilizada, iremos nos apropriar do bom senso e algumas observações:

  1. Aguardar até que o E.V.A. dobre levemente;
  2. Se utilizar sopradores térmicos, ferros de passar, dentre outras ferramentas para aquecer o E.V.A., atente-se para não deixar o E.V.A. queimar, criar aspectos que depreciem o material, como bolhas, furos e manchas.

Espero que tenha gostado da dica e, caso você conheça alguma técnica diferente que queira compartilhar conosco, comente ela aqui no Blog.

É sempre um prazer compartilhar conhecimento e aprender mais com a experiência de outros artesãos e artesãs.

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